segunda-feira, 23 de junho de 2014

O que restou de nós?


Não sei o que doí mais, o silencio ou as palavras dilacerantes
Eu já aguentei tanto que ofensas já nem doem tanto assim... Eu acostumei-me com tudo isso pra tentar achar um caminho prospero só nosso
E ninguém pode zombar de minhas feridas, eu tive boas intenções entretanto as pessoas são tao individualistas que só percebem aquilo que as afeta.

O nosso amor foi ou ainda é (sinceramente eu não sei o que restou dele)
 um pequeno broto que em meio pedras floresceu
Eramos uma brasa que incendiou
fomos uma apenas gota que transbordou
 Vencemos os nossos inimigos, contudo nós nos destruímos sozinhos.
Toda e qualquer barreira era pequena para nós, rimos até a barriga doer de felicidade
E brigamos até a ultima pétala da rosa secar e cair
E sendo levada por uma maré de lembranças eu me pergunto, será que ainda vale a pena?

Foi lentamente mas continuo e assim não demorou muito para que as brigas se tornassem rotineiras
Eu e você cheios de orgulho, tomados pela raiva, incentivados pelas magoas...
Eu aprendi aos poucos que em uma briga ninguém vence, somos todos perdedores...

Será que existe desculpa o suficiente para nos redimirmos?
será que somos capazes de transformar cinzas em fogo novamente?
será que vamos conseguir transformar o vapor em água?
Depois que a vida se esvai de alguém ela não costuma voltar, tem de se cultivar uma nova vida...

Eu não sei o que aconteceu conosco, a única certeza que eu tenho é que estamos nos destruindo.
  

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