segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Conto de fadas.



Quando se é criança pensamos que quando crescermos iremos vivenciar um conto de fadas,
quando crescemos percebemos que ser criança é o verdadeiro conto de fadas,
eu lembro dos velhos tempos... não haviam controvérsias
as garotas não fingiam sorrisos, os meninos amavam de verdade.

O tempo fez as pessoas mudarem, ou as pessoas mudaram os tempos
eu lembro de todas as brincadeiras bobas,
e todas as noites que tentei dormir tarde para parecer mais adulta...

Hoje... nada é real
vivo em um mundo de mascaras,
tentando manter meu barquinho
em meio um mar de ilusão,
eu sei que meu caminho é irremediável,
e isso me consome a me mata por dentro
vivo em um mundo melancólico,
nada mais é reciproco...

Minhas lagrimas clamam por um amor,
eu tenho ânsia de felicidade...
talvez este já não seja meu mundo,
e eu seja uma estrangeira em um lugar de guerra e paz.

Eu só quero a certeza de ser feliz
a certeza do amanhã,
a certeza que não estou em cima de uma corda-bamba
preste a cair em um abismo.

Fernanda Carolina B.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Era...

Era um amor envaidecido, que de alguma forma deixou de ser amor, ambos já haviam notado e não foi preciso muito tempo ate que novos amores tomassem conta de seus pensamentos... de fato a única coisa que ainda os deixavam unidos era a mera ilusão, ou o medo que sentiam de ferir o outro.

- preciso te dizer uma coisa – disse ele timidamente, com medo no olhar.

-diga...

- eu mal sei como lhe contar... - parou um instante respirou fundo, olhou nos olhos dela e continuou – sinto que a cada dia o nosso amor vai se desgastando, vai se consumido e nos consumindo, sinto que talvez eu já não sinta como antes, talvez eu já nem seja o mesmo de antes...

-admito que sempre achasse que eu diria essa frase a ti, mas é você que agora me deixa surpresa,
-...

-eu já havia percebido, o nosso amor deixou de ser... A nossa poesia não faz sentido... – as lagrimas já estavam escorrendo em sua face, ela já estava quase sentada ao chão, disse – então concluo que chegamos ao fim...

- se eu sair por aquela porta, talvez um dia volte, talvez um dia entenda o que você é para mim.

- se você sair por aquela porta te esquecerei... Irei me despir de tudo que me lembra de ti

- ira me esquecer assim tão rápido, logo imagino que nada significo a ti...

- tu sabes o que significa... sabes que ate mesmo quando a nossa união não é mais como deveria ser eu ainda sinto por ti o mesmo... Tu sabes que talvez um dia tome novos amores, sabes que já amei outros dantes de ti... Porem sabe que te amo, um amor desgastado, envaidecido talvez para alguns nem seja amor, talvez grande parte de mim já está se encantando com outros olhares... Mas nada ofusca o que sinto a ti... Uma parcela de mim pertence a ti, e tu sabes que de uma maneira uma parcela de ti pertence a mim...

- não devo mentir a ti, nem a mim, creio que agora nada se resta, que nos voltemos a ser eu e você, cada um seguindo o seu caminho.

- pois bem, vá... Lembra-te não é mais tu que tem meu coração e nem eu que tenho o teu, não é mais meu príncipe, nem eu sou sua princesa.

Ele pegou nas mãos delas fitou-lhe os olhos, se ajoelhou.
Abraçou-a, levanto-se novamente e saiu pela porta aberta...
Ela levantou-se caminhou ate a porta aberta desde então, e fechou-a, sem mais lagrimas sorriu, sabia, sempre soube que um dia o fim chegaria... Não poderia viver daquela mentira, não poderia oscilar entre os sentimentos.
Deveria ser livre para voar, para se reinventar... Era livre para embarcar em outras ilusões tão piores do que essa que acabava de se finalizar...
Entretanto ela já amava, finalmente amava ela própria... Desde então teve seus amores e desamores... E ele também se relacionou amou e se decepcionou,
agora estavam distantes de tal forma que não voltariam a se encontrar,
 perceberam que o coração é um estúpido e quem escuta a voz dele é muito mais...
o fato é eles adoravam ser estúpidos.

Fernanda Carolina B.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Nada.


O quebra-cabeça se chocou contra o chão, as peças se espalharam e outras se perderam,
 Estou indo para o lugar de onde vim (...)
Não é mais questão de sentir aquela vasta solidão, muito menos de me sentir melancólica,
a questão é que nada se rege em mim...
Todos os "eu te amo" parecem ter se perdido em outras esferas;
 nem um amor, nem uma tristeza, apenas uma vasta imensidão de lembranças
que também já não me afetam,
...A indecisão já era rotineira, era conhecida que me acompanhava,
todos os "sei lá" já haviam se tornado tão normais quanto todas as certezas que eu tinha,
é tão estranho me sentir assim... nem a tristeza e nem a alegria,
não quer dizer que não me sinto alegre, ou triste, tenho meus momentos de extrema alegria,
 e outros de extrema tristeza, mas é algo tão desfocado quanto a própria incerteza,
é algo tão indeciso, e tão volúvel, que as vezes perde até mesmo o sentido...
Eu era uma pessoa inconstante... atordoada, não sabia o que sentia, mas eu sabia que algo eu sentia;
todos os meus esquivamentos me trouxeram até aqui... e por enquanto esse caminho é remediável
me basta caminhar, com um guarda-chuvas a mão para que as tempestades impetuosas não me lancem novamente a cá, me roubando o sabor tão amargo e extremamente doce que a vida oferece.


Fernanda Carolina B.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Chorar.

Não sei quando, mas em algum lugar do caminho eu perdi minha armadura,
Em algum lugar da estrada eu tropiquei, eu cai...
tentei suportar as lagrimas que naquele momento pareciam ser a minha maior vergonha, não suportei,
lagrima após lagrima foram caindo, escorrendo em minha face, sentia-me como se estivesse cometendo um pecado ao chorar...

me amedrontava com meus pensamentos...
por horas fiquei ali, pensando no que diriam de mim...

em algum momento daqueles pensamentos eu errei...
falhei comigo própria... talvez chorar tivesse sido a melhor maneira de me liberar
sentia-me tão frágil... em meio um pesadelo que me assombrava e me dava motivos para querer desaparecer,
sentia-me tão desesperada a ponto de querer fugir daquele mundo injusto...
aos prantos eu me reconcertei, eu me equilibrei...

mas nesse mundo onde nada é justo... ouço as vozes me julgando,
então não me chame de fraca quando por varias vezes suportei calada.
no meu interior eu sei que eu sou um embaraço de sentimentos,
e eles não poderiam me julgar quando eles tem defeitos tão piores...
nesse lugar injusto grande parte das pessoas já perderam o sentido da palavra sentimento.



Fernanda Carolina B.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Tentativa.


.Quando ela entrou na escola, andando em meio os corredores percebeu que estava só...
.Quando ela sorriu sozinha em um canto qualquer, entendeu o que é tapar a dor usando um sorriso...
Era tímida, seguia sua rotina, morava ali por perto em uma cidade com poucos habitantes,
o silencio a fazia companhia a solidão já era velha conhecida...
de repente uma voz quebra aquele momento de silencio...

- Qual é o seu nome - perguntou uma garota curiosa 

- Carol - respondeu a menina timidamente

- Meu nome é amelia - disse toda contente

.Carol entretanto não sabia o que fazer diante tal situação, nesse momento milhares de pensamentos invadiram sua mente... por mais que ela quisesse sair dali de uma certa forma em algum lugar dela uma voz a dizia para ficar.

- Por que você sempre está sozinha? - quis saber amelia

- Não tenho bons motivos, talvez há algo em mim que não me permita aproximar de pessoas, talvez eu use uma armadura que afasta todos que se aproximam, ou talvez eu seja tímida demais, com medo de me expressar com medo de me liberar... - assim Carol explicou os seus motivos.

- Sempre foi assim?

- Nem sempre, lembro-me dos velhos tempos em que tinha amizades reciprocas... tudo era verdadeiro.

- E então tudo se acabou?

- Eu não sei bem ao certo, talvez hoje eu não me sinta a vontade dividindo segredos com alguém... 
Quando caminho sinto que sou observada, escuto o que eles falam de mim, me julgam sem saber. 

- Mas agora eu estou aqui... posso ser sua amiga 

- Diz isso hoje, por pena que sente, e talvez o que diga ou o que me prometa agora possa vir a ser algo momentâneo.

.Amelia sai deprimida, decepcionada com o fracasso da tentativa...
Carol continuou ali,  com a solidão que há tanto tempo havia feito morada em si... 
ela continuo como sempre, andando pelos corredores, se sentindo isenta de fazer amizades...
preferia viver assim só, ela e a solidão, pelo menos assim ela se sentia despida de culpa,
 se sentia longe de tudo aquilo que a fazia mal... 
.Pena... Carol nunca percebeu que a única que sempre a fez mal foi ela própria.

Fernanda Carolina B.

Gente desculpa o mega post, com certeza vocês perceberam que não é um texto normal né...
sim esse é o meu primeiro conto em que me aventurei, talvez eu continue a escreve-los, ou talvez este seja o primeiro e ultimo... espero que tenham gostado... diga pelos comentários o que achou, enfim devo continuar escrevendo contos ou não?

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Anormal.


Acredito que de uma maneira, eu não saiba mais o que sinto (...)
tirei tudo o que havia dentro de mim, mas esqueci de recolocar;
Tenho uma vaga lembrança daquilo que um dia eu acreditei que era amor... 
tolice, tudo não passou de uma demasiada obsessão... que com o tempo se auto-destruí.
.Sinto como se estivesse em meio a escuridão, tentando transforma-la em luz.
como se meus óculos estivessem embasados, e eu, já não soubesse distinguir o que se passa em mim...
Sou uma contradição... Meus conselhos não servem para mim... 
Não posso me intender, se me intendesse talvez eu seria normal...
e nas tão poucas coisas que temo uma delas é  ser normal
nunca fui apresentada a normalidade, é algo que desconheço...
o meu normal talvez seja a minha loucura... 
nos meus momentos de loucura transpareço o que realmente sou... nesses momentos encontro a felicidade.

Fernanda Carolina B.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Destino


O destino (...) o que é o destino?
. Talvez não exista, ou seja algo que eu use para por a culpa das minhas derrotas,
.As vezes quando eu não tenho a quem culpar... culpo o destino por tudo que deu errado,
por tudo que se acabou... como se alguém, ou algo realmente tivesse a culpa,
.Eu estou confrontando o universo a minha volta, porque eu sinto como se isso não fosse o meu lugar.
 ...entretanto eu tento de inúmeras maneiras tentar repulsar o meu medo de continuar aqui,
eu tento repulsar tudo o que me trava o sorriso, mas por muitas vezes são tentativas em vão...
Um certo desespero as vezes me domina, e minha única vontade é a de gritar,
correr,  contrariar tudo o que eles me impõe...
.Queria acordar, e perceber que tudo não passou de um pesadelo.

Fernanda Carolina B.



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Vida.


E então eu percebi... que tem certas marcas que eu não posso destruir,
certas pessoas que mesmo tempo não será capaz de apagar
que sorrisos, muitas vezes só servem para disfarçar a dor, e um "eu te amo" pode ser mentira...
que as vezes uma paixão pode ser trágica... e quando se ama sempre há uma incerteza...
que alguns sentimentos nunca morrem, e outros não chegam a existir
e para cada ferida a um curativo... para cada embaraço há um meio de desembaraçar...
que ter contas pendentes com o passado, é uma das piores coisas, porque ele volta para cobrar,
que você não decide quem ama, simples mente ama... que a vida é um grande ensinamento,
que devemos viver ao extremo... negligenciar o que faz mal... cultivar bons sentimentos,
deve-se entender que a vida não é uma peça de teatro... mas nós temos que aprender a improvisar.

Fernanda Carolina B.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Contra o vento.


A tanto o que dizer, mas minha voz não sai, minha letra não me permite escrever...
.Eu odeio essa minha incapacidade, esse meu medo,
eu não consigo sequer ser negligente com aquilo que me faz mal
...é como se os meus defeitos se voltassem contra mim,
e eu sinto como se o mundo soubesse o meu ponto fraco.
 O vento sopra forte... e eu corro contra ele, ultimamente tem sido assim....
Pessoas se aproximam, tapando o vazio que havia, mas eu havia me acostumado com a solidão,
havia me acostumado a ficar com o nada, mas parecia que já era o bastante...
.E hoje talvez eu desconfie de todos... porque os meus para sempre, sempre acabam,
... Não sou capaz de dizer o mesmo que costumava disser antes,
com a queda percebi o quanto doí... e dizer oi as vezes é só o primeiro passo para dizer adeus.


Fernanda Carolina B.

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